No Brasil, em meio a tantos casos de racismo e questionamentos de rappers brancos sobre a legitimidade do discurso antirracista no hip hop, uma exposição como esta é mais que necessária
Segundo o site All Hip Hop, a exposição “Represent” – que apresenta mais de 400 fotos- apresenta alguns dos momentos mais raros compartilhados entre os ícones da cultura de rua.
O evento está rolando no Museu Nacional de História e Cultura Afro-Americana do Instituto Smithsonian, localizado em Washington D.C. (EUA).
“O exibição destas fotografias irá desafiar nossos visitantes a ver o hip-hop dentro do contexto de uma longa tradição de realização criativa negra”, diz a curadora Rhea Combs.
Em 2015, o Museu Nacional de História e Cultura Afro-Americana adquiriu as fotos da coleção de hip hop da galeria Eyejammie, originalmente compilada por Bill Adler, respeitado historiador musical, profissional que já trabalhou na Def Jam e estudou o hip hop desde os anos 80.
De acordo com Combs, essas imagens contribuirão para a coleção de artes e entretenimento do museu, projetada para explorar como os movimentos culturais, como o hip hop, influenciaram a nação.
O RAP NÃO TEM COR?
No Brasil, em meio a tantos casos de racismo e questionamentos de rappers brancos sobre a legitimidade do discurso antirracista no hip hop, uma exposição como esta é mais que necessária.
Um debate sério sobre o privilégio branco e a branquitude deve ser desenvolvido urgentemente. Revelar as origens do rap e do hip hop num país racista como o Brasil não é mero passadismo ou vitimismo.
Esquecer a história negra da cultura de rua só favorece os racistas.
Nesta semana, a Coluna Robotofavil apresenta uma série de reportagens sobre o rap do final da década de 80.